Cabo Verde || A realidade da Boavista

November 28, 2017


Tal como aconteceu na Ilha do Sal, também tive a oportunidade de conhecer a realidade da Ilha da Boavista e devo diz que é ainda mais chocante do que no Sal. Ruínas, casas em pedra amontoada, edifícios a envelhecer por não serem restaurados, quilómetros de deserto onde não se vê uma árvore nem uma poça de água. Em Portugal isto vê-se nas aldeias onde já não vive ninguém e, quando há, ninguém os tira da terra deles até eles morrerem.


Já disse várias vezes e repito as que forem precisas: eu gosto de ir a um destino e conhecer a realidade do mesmo. Quando soube que ia a Cabo Verde sempre tive em mente que ia ver pobreza mas acreditem, nunca pensei que ia ver tanta! Foi mesmo um abre-olhos.


Tiro o chapéu a todos os cabo-verdianos que conseguem vingar na vida com o pouco que sempre tiveram. Gabo a cultura cabo-verdiana que mesmo com todas as dificuldades que têm na vida são pessoas felizes. Cruzei-me com muitas pessoas e todas elas sempre com um sorriso na cara sem medo de serem julgadas por isso. Em Portugal dizemos "olá" com cara de poucos amigos e se sorrirmos somos vítimas de mau-olhado. 

 
Foi na ilha da Boavista que pude conversar mais com as pessoas e que ficaram no meu coração tais como o nosso guia que teve uma paciência incrível para nos aturar e é uma excelente pessoa que tem tudo para chegar longe, a menina responsável pelas vendas da cadeia hoteleira onde estivemos alojados que não tem uma vida fácil mas o sorriso dela era encantador, o funcionário do bar super simpático mas atrevido que estava a ir na cantiga de duas inglesas que só tiravam fotografias quase deitadas no bar e a apertarem o peito para ficar mais saliente e ele dizia-nos "elas querem conversa então eu dou!", o funcionário do restaurante que me abordou enquanto eu estava a escolher o que ia comer que disse que eu era muito bonita e pediu uma maça assada à cozinha porque eu estava doente e levou-me à mesa, as duas meninas que na discoteca "Monster" me ensinaram a dançar como elas e, por último, o rapaz altíssimo que passou praticamente a noite toda a pedir-me para dançar com ele mas eu recusei sempre.

Até breve, Cabo Verde.

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2 comentários

  1. Espero eu igualmente dizer até breve Cabo Verde! vamos lá ver quando será!

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  2. É verdade.
    A realidade não é a de quem só vai lá em lua de mel e não sai dos hotéis.
    Gostava de lá ir mas, sim, ver essa versão real.

    Vim cá parar através do grupo All Kind Of Portuguese Bloguers.
    Visita o meu blogue, espero que gostes.

    Beijinhos, A Vida De Diana.

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