Cabo Verde || Nha Cretcheu

October 15, 2017

 [Baía da Murdeira e ao longe o Monte do Leão ou dos Sportinguistas]

A primeira ilha visitada foi a Ilha do Sal. Uma ilha pequena, com pouca vegetação e terrenos pouco férteis mas nem tudo é castanho nesta ilha e também nem tudo é regime de tudo incluído. A Ilha do Sal tem alguns lugares que eu tive a oportunidade de conhecer que me fascinaram pela sua beleza natural. Outros, pela experiência em si, como estar a poucos metros de tubarões!

Começamos pela Baía da Murdeira, uma reserva natural que é protegida ao máximo devido à preocupação em conservar o seu ecossistema submarinos e protecção do habitat de algumas aves marinhares como guinchos e rabo-de-juncos. Ao longe, temos o Monte do Leão que, a quem lá for, consegue ter uma perspectiva bem diferente da Ilha do Sal. O Monte do Leão é também chamado Monte dos Sportinguistas (e quando isto se soube, ouviu-se automaticamente um "Viv'ó Sporting" com toda a garra pois não é todos os dias que vamos a um destino diferente e vemos um Monte que é uma homenagem a todos os sportinguistas). Na Baía da Murdeira existem poucas casas mas, as que existem custam uma fortuna e todas elas pertencem a estrangeiros e servem para casa de férias mas atenção que aqui é proibido fazer praia por isso, aos que vivem aqui, têm sempre de ir para Santa Maria, por exemplo.

Deixámos uma beleza natural para darmos de caras com a extrema pobreza de Espargos, capital da ilha. Dizem ter quase oito mil habitantes e eu pergunto-me como é que é possível pois aquela zona é pequena! Imagino famílias enormes a viver em cada uma daquelas casas e barracas sem condições. Era Domingo quando fomos a Espargos e à hora em que fomos estavam todos na missa pois não se via praticamente ninguém. Senti-me triste ao passar por aquelas ruas de terra batida. Triste por eles e por nós que temos tudo e ainda assim nos queixamos. Os poucos habitantes que estavam na rua e nos viam passar, abordavam-nos sempre com um "bom dia" sem segundas intenções. Muitos têm o pensamento errado de que não podemos falar com os cabo-verdianos pois eles querem sempre alguma coisa mas não é bem assim. Se não queres, dizes que não queres que não insistem mas se não disseres "bom dia", eles ficam mesmo muito chateados. São um povo tão afável que é impossível não lhes dizer nada.

[vista panorâmica de Espargos. Esta é a parte mais "bonita". Depois há zonas que é só barracas]

De Espargos a Palmeira é um instantinho. É em Palmeira que encontramos uma estátua em homenagem a todos os pescadores da Ilha pois o peixe é o principal alimento deles mas naquela hora estava fraca a oferta. É também em Palmeira que volta e meia se via uma bandeira do Benfica. Era justo. Os Sportinguistas têm um Monte com o nome deles, Palmeira tem bandeiras e símbolos do Benfica. No entanto, cheguei à conclusão que a maior parte dos cabo-verdianos são benfiquistas pois para além do "bom dia", muitos acrescentavam também "benfica é campeão!".

Palmeira acaba por ter melhor aspecto do que Espargos, se é que pode ser dito assim. As ruas estão mais organizadas, e vê-se muita arte urbana o que dá muito mais cor à vila. Ponto comum entre Espargos e Palmeira é a existência de algumas casas pintadas com cores mais garridas como verde, rosa e azul dando uma imagem mais alegre às localidades.

 

 
 



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4 comentários

  1. Adorava ir a Cabo Verde, parece ser maravilhoso!
    Beijinho, Ana Rita*

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  2. Ai quero muito conhecer esse Monte dos Sportinguistas, my God, queroooooo!!

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  3. Alô querida :)
    Vi que me seguiste no instagram mas tenho andado doente e só hoje vim aqui...
    Gostei muito de conhecer o teu blog, não sigo nada do género.
    Este post dá-me uma vontade ainda maior de ir a Cabo Verde.
    Beijinho*

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  4. Um dia gostava de ir visitar, mesmo pela diferença cultural, ou mais pela forma como vivem
    kiss

    http://inspirationswithm.blogspot.pt/

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