Cabo Verde || Buracona e Miragem

October 21, 2017


A dez minutos de Palmeira fica a Buracona e o Olho d'Água. São dos lugares mais belos da Ilha do Sal, onde nada ali é árido. A Buracona é uma piscina natural que se formou numa rocha vulcânica com a ajuda força do mar mas tem os seus truques. Para além de ser aconselhado andar de sapatilhas pois tudo ali é escorregadio, se a ideia é saltar para a piscina é preciso saber como saltar. Em todo o redor da piscina natural existem espécies marinhas venenosas que é de evitar tocar e por isso, ao saltar, tem de ser mais para o meio possível e manter-se pelo meio até sair da piscina. Os mais corajosos saltaram mas eu e mais uns colegas preferimos jogar pelo seguro e ficámos apenas a ver.

Mesmo ao lado da Buracona, está o Olho d'Água, um tesouro e uma verdadeira relíquia da natureza. O Olho d'Água não é nada mais nada menos do que uma espécie de caverna sub-aquática com muitos metros de profundidade que, a determinada hora e quando existem raios solares, forma-se um olho azul clarinho completamente hipnotizante. No entanto, não é ideal para quem sofre de vertigens pois para conseguirmos ver bem o Olho d'Água temos de desafiar alguns medos, aproximando-nos ao máximo da aberta da rocha que não está protegida, e depois é preciso inclinar-nos um pouco para conseguir ver bem aquele fenómeno. Digo-vos, aquele azul é algo estonteante.


Depois de termos tido contacto com belezas naturais como estas, fomos para o deserto. Sabem aquela história que toda a gente conta de quem anda no deserto e tem sede começa a ver água lá ao fundo e então vai até lá mas acaba por nunca chegar até à água? Pois eu agora percebo!


Passámos pelo deserto de jipe e não vimos nem uma pequena poça com água mas, quando chegámos a uma zona onde havia um pequeno bar (vejam lá, um bar no meio do deserto!), o guia pediu-nos para olharmos para o horizonte numa determinada direcção.
Não demorou muito até começar a ver a tão famosa miragem! Água! Água lá ao bem ao longe. Eu tentei tirar fotografias com alguma qualidade de maneira a que a miragem fosse captada. Como eu só tenho a câmara fotográfica do meu telemóvel também não posso pedir muito mas eu acho que se olharem bem para as duas próximas fotos, conseguem vê-la!



Nem imaginam o quanto eu estou chateada por me aperceber que perdi algumas fotografias que tirei na lha do Sal, em momentos super fixes como estar a poucos metros de tubarões e de boiar nas Salinas. Não tendo fotografias, fico-me apenas pelas histórias.

- A história dos tubarões: até podem achar que é mentira mas não é. Juro que estive a poucos metros de tubarões e apesar de estar a tremar como varas verdes foi a primeira vez que consegui ver tubarões. Digo a brincar que aqueles eram inofensivos porque conforme a gente se aproxima, eles afastavam-se. Para chegar até eles, temos de calçar umas crocs, entrar dentro de água e ter muito cuidado para não pisar uma família completa de ouriços do mar. Depois, paramos numa zona onde só há areia e à frente de nós começamos a ver umas barbatanas. O bom português quer é começar a tirar fotografias e dizer bem alto "olha aliiii", mas foi-nos dito para evitarmos fazer barulho e não nos mexermos, como é óbvio! Os tubarões não saíam da sua zona e o guia explicou que onde eles estavam a água estava mais quente e onde nós estávamos estava mais fria. Estivemos poucos minutos ali, mas foi uma experiência que guardo com toda a alegria.

- A história das Salinas: por alguma razão se chama Ilha do Sal. A entrada para as Salinas custa 5€ e para além de podermos ver como são, podemos entrar dentro de uma delas e ficar ali a boiar um pouco. A concentração de sal é tanta que assim que entrei dentro de água, boiei. Por mais força que eu fizesse às pernas para tentar por-me de pé, era impossível. Claro que todos os pequeninos cortes que eu tinha, começaram a arder mas assim também ficaram desinfectados. Tinha um colega no grupo que não queria entrar porque não sabia nadar mas lá o convencemos que ali não era preciso mesmo saber nadar e entrou. Deviam ter visto a cara de felicidade dele. Assim que saí da água e o meu corpo começou a secar, o sal agarrou-se à pele e de repente fiquei ainda mais branca mas brilhante. Depois desta experiência eu queria era tomar um duche para tirar todo aquele sal de mim.

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2 comentários

  1. Deve ser tão giro, adorava ir um dia! Mil beijinhos*

    www.lifewithju.com

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