vigo || a história "la rotonda de caballos"


Passei por Vigo com a minha família a caminho de Santiago de Compostela e embora tenha ficado apenas três horas na cidade não foi pela melhor razão.
Estávamos na autoestrada e eu ia no carro com os meus tios e os meus pais vinham noutro carro atrás de nós. A certo momento, nós saímos mas os meus pais seguirem em frente e desencontramos-nos. Eu ligo logo para os meus pais, a minha mãe já a entrar em transe e eu muito calma "próxima saída, saiam e quando estiverem na cidade digam onde estão que a gente vai ter com vocês".

Eu e os meus tios saímos na parte baixa da cidade e enquanto aguardávamos novidades dos meus pais andámos às voltas com o carro e do que vi, gostei da cidade embora muito mal sinalizada e uma confusão tremenda na estrada. Nisto, os meus pais ligam e dizem que estão ao pé de uma rotunda com cavalos e como eu não conhecia a cidade não tinha outra solução e tive de pedir indicações aos espanhóis. Péssima ideia. O meu espanhol não é mau mas também não é muito bom e como eles são leigos e burros e não querem perceber português, vi-me obrigada a falar espanhol.

Perguntava pela "la rotonda de caballos", eles riam-se e diziam "la plaza de españa?". Ao julgar que era a mesma coisa, respondia que sim e as indicações deles eram tão más que perguntei a mais três pessoas como chegar até essa rotunda até que lá demos com a rotunda ou vulgarmente conhecida por Plaza de España pois aí há uma avenida enorme que vai dar à baixa e é uma avenida repleta de lojas.
Lá demos conta dos meus pais e fomos ter com eles.

"Estamos sem travão de mão", chorava a minha mãe. Já não bastava eles terem-se perdido, agora o travão de mão partiu mas felizmente foi apenas da parte direita. O meu pai, muito engenhocas e teimoso, não quis ligar para a assistência em viagem e obrigou-me a ir à avenida com o meu tio procurar uma loja de ferramentas para irmos comprar uns apetrechos que eles precisava de modo a prender os cabos para que pudéssemos continuar a fazer a viagem.

Avenida enorme. Loja de ferramentas. Espanhol técnico. Zero. Aquilo só poderia dar asneiras e muito sorte tivemos nós em aquela loja estar aberta, era sábado, véspera de Páscoa e na Espanha eles levam isso muito a sério. eu bem tentava safar-me com o funcionário mas o meu tio lá conseguiu encontrar o que o meu pai precisava. Pagávamos - e bem caro - e subir outra vez a avenida é que foi duro. A correr. Começou a chover, nem eu nem o meu tio tínhamos chapéu. Apanhámos uma molha espanhola daquelas.

Felizmente o meu pai foi bem sucedido no que pretendia fazer e arranjou o travão de mão embora não estivesse totalmente seguro. Ele deixou de parar o carro em subidas ou descidas mas ainda assim, o carro andou três dias em viagem sem dar mais problemas. Uma máquina. O carro e o meu pai que merece uma salva de palmas pelo feito dele.

Com isto, só tivemos tempo de conhecer a tal rotunda que realmente é bastante bonita, a avenida, a baixa e ainda tivemos a oportunidade de ver a marina e uma zona industrial onde estavam a construir um navio (fiquei completamente fascinada).

Normalmente, uma pessoa quando viaja consegue reter mais informação dos edifícios e quer passear um pouco mas neste caso, a recordação que fica foi a aventura da família desencontrar-se e do travão de mão. Priceless.

4 comentários :

Tulipa Negra disse...

Bem, que aventura!
Estive em Vigo este ano mas a minha passagem foi muito mais tranquila :P

Sweetie disse...

Passo algumas vezes por Vigo, agora não tanto mas gostava :)
Beijnho!

http://missweetie.blogspot.pt/2017/01/tendencias-2017.html

Cláudia S. Reis disse...

Isso é que foi uma aventura!! Ainda bem que correu tudo pelo melhor ;)

BIA disse...

Vigo, não sei porquê, faz-me lembrar o Porto .
Beijinhos *