mulher da cidade

novembro 25, 2014


Lembram-se de na vossa infância, lerem livros d' "O Rato da Cidade e o Rato do Campo"? Eu considero-me ser, e com muito orgulho, uma mulher de cidade.
Sei pouco sobre o campo e sobre a vida de agricultores. Cresci na cidade e fui habituada a ter tudo vindo dos supermercados. Os meus pais nunca tiveram terras nem animais e vivemos sempre numa zona onde isso não há.
Falo como as pessoas da cidade e não como as pessoas do campo onde trocam os "b's" pelos v's" e onde dizem "prontoS", e não sabem conjugar bem os verbos, como na aldeia onde o meu pai nasceu.

Os meus pais nasceram no campo onde tinham que cultivar, levar os animais a pastar e só depois de tudo isto feito de madrugada, é que iam à escola.

Aprendi a desenrascar-me sozinha. Os meus pais iam para as feiras às 6h e eu ficava sozinha em casa a dormir, até às 8h ou 8h30, para ir para escola às 9h. Nunca cheguei tarde e nunca faltei. Fui habituada a costumes diferentes e não me envergonho disso. Cresci muito perto do centro da cidade. Estou habituada ao movimento, à correria. Quando estou no campo, canso-me rápido. Não há nada a fazer, literalmente.

Apesar de tudo, gosto do campo. Para passar um ou dois dias em jeito de retiro mas, se me derem a escolher entre uma casa de campo ou uma hotel na cidade para umas férias, continuaria a optar por um hotel na cidade.

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